TV PIBCI

Cantando e Adorando


24.10.2016

A Arte de Adorar Coletivamente

 

 

Segundo o pastor seminarista Genésio de Souza, que esteve em nossa igreja recentemente, “[...] adorar é mais que cantar [...]”, é ter uma vida digna de louvor a Deus; é permitir que o nosso Deus seja louvado através do adorador que existe, ou deveria existir em cada um de nós. (grafo meu). Mas se consociar os temas “arte e adoração” num só propósito, cabe a análise dos conceitos, a fim de se chegar a uma melhor compreensão do que seria isso numa visão voltada para coletividade, no nosso caso, às celebrações.

 

Nesta visão, o adorador é todo aquele que se presta ao desprendimento de suas vontades, abdica de interesses peculiares em dedicação à obra de Deus, seja servindo de alguma maneira ao usufruto do “Corpo de Cristo”, pregando, testemunhando, em fim, honrando a pessoa de Jesus Cristo, através de sua vida, afinal, os dons não tem outro objetivo senão a edificação do Corpo. É o particular em prol do bem comum a todos. Paulo já advertia sobre isso, quando nos ensinava sobre os dons espirituais e a diversidade deles.

 

Em pleno século XVIII a sociedade européia e, particularmente a francesa experimentava a construção de uma mentalidade nova, a partir de alguns teóricos iluministas. Buscavam romper com o absolutismo monárquico, dentre outras situações, mas, principalmente políticas e religiosas, que engessavam toda uma estrutura social. Um desses teóricos escreveu que viver em sociedade (comunidade), onde “numa assembléia de iguais” demanda a necessidade de que o “meu” interesse desapareça, em função do “nosso”. Por outro lado, como Igreja, delimitando aqui, como parte de composição da mesma, e mais ainda, compositores de um “sacerdócio” voltado ao usufruto da congregação, devemos doar nossos dons e talentos particulares, em função da coletividade... em função do “Corpo de Cristo”

 

A igreja em Atos dos apóstolos praticava isso: [... de casa em casa...e Deus ia lhes acrescentando os que iam sendo salvos..]; [...o que era de um, era de todos].

 

O adorador deve ser o que é simplesmente por prazer, sobretudo em ser útil ao Reino de Deus, pelo bom andamento e crescimento do Reino, visando sempre alcançar o outro, e assim o faz, principalmente pelo seu exemplo. Nunca espera recompensa pelos seus atos. Este é o “autentico” Cristão.

 

Sendo assim, parafraseando VANDRÉ, “pra não dizer que não falei das flores”, o artista adorador pode ter este perfil e servir a Deus, cantando, dançando, tocando ou doando seu tempo de qualquer outra forma, utilizando de seu talento artístico, cuja finalidade seja a compor de forma coletivo um momento específico de presteza a execução de elementos que permitam e induzam o “Corpo de Cristo” a celebrar juntos (em comunhão). Vale salientar que a adoração é individual e intransferível, mas é possível fazê-la coletivamente congregados.

 

De outra forma, a busca pelo reconhecimento, bem como a comparação dos cultos, desprezando alguns elementos técnicos, mas aludindo a talentos “A” ou “B” o resultado pessoal e satisfatório, não é outra coisa senão uma encenação artística, digna de aplausos, tapinhas nas costas e alguns elogios, termômetros para medição dos “méritos” peculiares. E, neste caso, parafraseando o digníssimo Pr. João L S Melo, “[...] quando o EU supera o nós, é necessário rever os conceitos! [...]”.

 

 

 

 

Dirceu Freire

Membro da Equipe de Louvor 

 

 

Comentários


(28) 3522-0419

Avenida Beira Rio, 93 - Guandu - Cachoeiro de Itapemirim - ES

© Primeira Igreja Batista de Cachoeiro de Itapemirim. Todos os direitos reservados.

 

Produção / Cadetudo Soluções Web