Quarta-Feira, 10 de Março de 2010

Nenhuma Condenação

Vivemos num mundo onde se tem muitas vezes a impressão de que uma das coisas que mais agrada às pessoas é criar sentimentos de culpa umas nas outras. Vejamos: nas relações familiares, o esposo cobra da esposa, e vice-versa, que as coisas não estão bem em casa; os pais adoram atitudes semelhantes em relação aos filhos; estes, por sua vez, recriminam os pais de “pegarem no seu pé”. Na igreja, esta cobrança é feita pelos diáconos em relação ao pastor ou à comunidade; o pastor cobra dos diáconos e da comunidade de que a mesma não anda como deveria...
Na sociedade em geral, não é muito diferente. Sempre tem alguém cobrando alguma coisa do outro, criando, com isso, aquele sentimento de que a vida não está devidamente em ordem.
Se esta é uma situação difícil de ser resolvida em nosso cotidiano, imagine, quando transferimos esta realidade para a nossa relação com Deus. Para muitos cristãos, Deus é uma espécie de instância suprema, criadora de sentimentos de culpa. Se quisermos ser bons cristãos, apregoa-se por aí, precisamos estar, permanentemente , de consciência suja, maculada. Entretanto, esta não é a proposta da fé cristã. Deus se fez gente em Jesus Cristo justamente para nos libertar definitivamente do nosso sentimento de culpa, de nossa consciência pesada, do nosso pecado.
 
Leitura de Hoje: Romanos 8.1-11
 
Oração: Senhor, Jesus Cristo, recorda-nos de que na comunhão contigo não precisamos nos cobrar e nos condenar, como muitas vezes acontece, mas que vivemos da certeza de que nenhuma condenação existe para os que crêem em ti. Amém.
Fonte: Castelo Forte – Meditações Diárias.



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