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Artigos / Dicas de Economia

Um Líder como Moisés

Por Leandro Vianna Souza

 

 

Estava pensando no texto que iria escrever quando fui surpreendido positivamente com um artigo muito interessante do empresário e publicitário de sucesso Nizan Guanaes.

 

O título do artigo é “Moisés” e foi publicado na edição de 23 de junho de 2015 do jornal Folha de São Paulo.

 

O autor destaca a liderança de Moisés na condução do povo hebreu pelo deserto, comparando esse momento histórico da Bíblia com o atual momento por que passamos em nossa nação, destacando o papel fundamental dos líderes.

 

Em tempos de crise, com o dinheiro “curto”, juros altos, cenário econômico desfavorável, mercado de trabalho retraído, é fundamental que os líderes de nosso País se unam com o objetivo de buscar soluções que nos permitam superar esse momento complicado que vivemos.

 

O Poder Executivo tem que trabalhar para criar condições favoráveis ao país, para que ele possa voltar a crescer. Fazer isso sem prejudicar mais aqueles que já são sempre prejudicados, sem explorar mais os mais necessitados, é o direcionamento que deve pautar essa retomada do crescimento.

 

O Poder Legislativo deve dar maior celeridade àquilo que tramita nas Casas Legislativas, legislando sobre medidas estruturantes e fiscalizando os atos do Executivo, ao invés de ficar se preocupando em barganhar cargos e benesses com tal Poder.

 

O Poder Judiciário, por sua vez, tem que julgar com retidão e justiça, sem partidarismos, mostrando à população que andar correto e cumprir as leis é sempre o melhor caminho.

 

Além disso, é preciso também que as lideranças empresariais continuem acreditando em nossa nação, investindo, ampliando negócios, fazendo o possível para manter os investimentos, e evitando ao máximo as demissões. Isso também é importantíssimo para a retomada do crescimento.

 

A demonização dos empresários por parte de integrantes do Governo, bem como a rejeição por parte dos empresários ao fundamental papel do Governo sobre o mercado não constrói nada, e só retarda a recuperação da economia.

 

E, por fim, mas não menos importante, os líderes religiosos também têm o seu papel nesse momento. Levar uma palavra de esperança à população, educá-la quanto à maneira de se portar financeiramente e combater a ideia do consumo desenfreado, sem sentido, fazendo-a refletir sobre a importância de sermos cristãos conscientes e cidadãos prontos a trabalhar por um Brasil melhor, mais justo e com boas condições de vida para todos também é ser luz do mundo e sal da terra.

 

Para finalizar, reproduzo uma parte do mencionado artigo de Nizan Guanaes, destacando a importância da fé, principalmente a fé em Deus, para superar obstáculos e vencer desafios:

 

[...] Nestes anos de vacas magras, ler e reler sobre Moisés guiando seu povo 40 anos pelo deserto é um exemplo a ser seguido. Diferentemente de Churchill, que tinha o dom da oratória e o rádio, Moisés era gago. O que o moveu é a força que move os grandes homens: a fé.

 

A fé em Deus, a fé num conjunto de ideias, a fé em propósitos, a fé num projeto político ou empresarial. Tudo o que o homem constrói foi antes construído dentro de sua alma.

[...]

 

Além da sabedoria de Salomão, peço a Deus que me dê fé. Um líder tem que ter fé e inocular essa fé nos liderados.

[...]

 

Falo neste espaço empresarial sobre fé porque as grandes empresas foram construídas por seus Moisés –homens que tinham a sabedoria de Salomão e a paciência de Jó, que tinham empresas do tamanho de Davi e derrotaram empresas do tamanho de Golias. Ou empresas familiares que foram destruídas porque Caim brigou com Abel.

Nesses tempos difíceis, ler o Velho Testamento é um maná do céu para quem tem de ser Moisés todos os dias.”


 


 


 


 

Leandro Viana Souza Graduado e Mestre em Administração pela UFES; MBA em Gestão Empresarial pela FGV. É Administrador no IFES; Professor Universitário na FACCACI